CSI: PÉNICHE - - - BERLENGUE




Desta feita, os nossos investigadores vão investigar dois crimes que aconteceram na, e a caminho da Berlenga. Será uma coisa mesmo muito porca de se analisar, mas para eles, a ciência está para lá do que é realmente possível fazer, para encontrar o assassino. Nem que seja preciso decorar o ADN de todos os habitantes de Peniche e arredores.

Ehehe

Enquanto o epsiódio dois está em produção, gostava de agradecer por terem lido o primeiro episódio e gostava de vos pedir um grande favor!!!
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Estou a aceitar sugestões, ideias e afins para este, ou um dos próximos episódios, por isso deixem-na aí que eu vou tomar em consideração e tentar surpreender-vos!!!

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Fiquem bem :)
E vejam lá por onde é que andam a deixar o AMD... DMA... AND...NDA.... Enfim aquilo****

Cereal Quiter

Sufoco o inimigo com uma maçaroca
Até ele me prostituir os sentimentos
Que sabe serem tão meus quanto
Dele, mas que não quer admitir
Que mais que ele, podemos ser nós
O que ele só não é capaz...



Caminho um passo à frente
Da escuridão que resvala
Passo atravéz de uma caixa
De cereais que a ex segura
Do ex que me alimentou a imaginação

Posso ser Hugo de mim, como
Posso ser o Hugo de ti, o Hugo
De Nós, como o Hugo que na noite
Sai para tentar perceber o que de
Dia não encontra na luz

Escrevo as palavras que desejo
Queimar para marcar a altura
Em que tudo acontece
Disponho os meus segredos ao
Vento que não quer fechar
As caixas de cereais...

De todos os que fui, de todos
Os que não fui, de todos
Os que ainda espero ser, sou
Todos sem ser um..

Espalho os cereais pelo
Chão e fico à espera de ouvir
Os meus próprios passos
Pisarem o que pela manhã
Parecia ser risonho e pela
Noite é um fantasma de mim..

Posso tentar cortar os pulsos
Do fantasma que caminha
Á minha frente apenas para me ver sangrar
Para me ver caminhar para fora
De uma caixa de cereais

Para conversar com o Hugo
Que fui, com o Hugo que fui,
Com o Hugo que era, que era
O Hugo que era, para tentar saber
Agora, que Hugo sou,

E Somos homens e mulheres
Mulheres dentro de homens
Homens dentro das mulheres
Dentro dos homens dentro
Das mulheres dentro de mulheres
Dentro de homens em caixas de cereais.


Hugo Ribeiro
THF - O Livro

Sexo e a Vivacidade


Sexo e a Vivacidade

Há pessoas que não gostam muito da ideia de partilha de si próprias sem que haja alguma coisa mais que sexual entre essa pessoa e a outra. Por consequência não tem muitos relacionamentos e não se abre muito a estes. Mas quando se abre, deixa-se ir.

Relações começam e acabam mais depressa que a Sé de Braga, deixando para trás um piscina de dúvidas e questões, ‘e’ e ‘ses’; intermináveis lembranças e minutos largos a olhar para a caixa de cereais na prateleira de um supermercado porque nos lembra daquela certa manhã em que tudo parecia perfeito e na tarde do mesmo dia já nada batia certo.

O tempo passa e tudo cura. As pessoas avançam, decidem as decisões de esquecer o que não se quer esquecer porque daí algo se quer aprender... Aprendemos de facto então o que raio queremos e queremos uns dos outros? Ou teremos de ser os outros para percebermos então o que raio querem eles e assim sendo o que queremos nós deles?!

Complicações à parte, o mar acalma e o barco vai de novo à pesca. Quando pensamos que tudo vai passar e que a porta está fehcada, sentimos a corrente de ar.

E este fim de semana foi assim. Quando já tinha decidido que ia esquecer, recebo a visita do outro lado da ex-qualquer-coisa-seja-lá-o-que-tenha-sido. As conversas são sempre cordiais de assuntos triviais e a pergunta mais que fudida ensombra a cabeça de ambos enquanto nenhum de nós quer realmente saber.

- Então e tens estado com alguém?! Conheceste alguém de pois de...

Por vezes basta uma mentirazinha para esmifrar o outro até reduzi-lo à pequenez da sua insignificância. Mas a honestidade de uma pessoa séria é sempre melhor para a conseciência de quem quer realmente esquecer o assunto.

- Não?! Mas devias. És jovem e giro, o mundo é grande. Tens de viver! Tens de conhecer pessoas... Tens de sair com elas, e (...) . Aproveita a vida que só somos jovens uma vez. Acho que devias ser mais....bla bla bla....

Porque raio é que há pessoas que acham que temos de vivenciar o mesmo que elas?! Desde quando é que promiscuidade é sinónimo de viver a nossa tão preciosa jovialidade e aproveitá-la?! Desde quando a vida é um conjunto de experiências de ver lugares e foder pessoas?

Compreendo e depreendo o facto de uma relação ser o ponto mais importante na vida de muitas pessoas, ou da ausência desta não ser de facto uma coisa tão importante assim. Mas tornar-me um prostituto sentimental?

De facto a vida é um conjunto de lições e experiências.

Mas não é um conjunto de experiências e as sua lições.

Hugo Ribeiro

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