
CSI: PENICHE
HUGO RIBEIRO
Num qualquer descampado a céu aberto no centro de Peniche, uma peixeira morta e seca que nem um carapau foi encontrada. O director do departamento de investigação criminal foi alertado para o caso. Director Hugo chamou a sua equipa, Márica, Fernando e Rita e pô-los em campo. Quando olharam para a peixeira morta, nem queriam acreditar na hediondisse deste crime. A penicheira estava envolta numa estranha pasta branca e cinzenta.
- Material dielétrico. – disse Márica ao analisar a pasta branca.
- Que merda é essa?! – exclamou Fernando, um brasileiro emigrado do CSI Rio de Janeiro.
- Isso mesmo. – respondeu Márica.
- Isso o quê?! – exclamou Fernando.
- Cócó de gaivota. – disse ela abando a cabeça quando recolheu uma amostra.
- Fod%&#$ - disse Fernando.
Genérico:
Musica:
uuuuuuh ai uh uh uh uh
uuuuuuh ai uh uh uh uh
Starring:
Márica
Nando
Filipa
Uhuhuhhh ai uh uh uh
Aiiiiiii uh uh uh uh uuuuuuh
Luiza
Rita
Marisa
Catarina
Hugo
Produtor Executivo:
Jerry Alzeimer
- - -
Os mirones e os jornalistas aproximaram-se. Há muito tempo que não havia um crime como este em Peniche. Era grave. Tão grave que Rita analisava todo o perímetro com a sua lanterna extra forte de raios ultra violeta.
- Há aqui algo estranho. – disse Rita. – Esta mulher não parece ter sido posta aqui. Parece que caiu do céu. Quem a pôs aqui sabia o que estava a fazer...
- Ela tem aqui um papel na mão. – disse Márica tentando observar com atenção o papel.
- Cara... ca. – disse Ferendo quando recebeu olhares reprovadores por dizer tantas asneiras. – Não vejo uma merda dessas desde que as Spice Girls apareceram com a Geri Halliwell.
- Não diga mal da minha banda preferida e analise a cena do crime faz favor. – disse Hugo ajeitando o casaco.
- Também gosta de toda a merda que mexe... É hora de almoço. Eu não me importava de ir alí ao cachorrão brasileiro... – disse Fernando apontando para o horizonte.
- Quem não trabuca, não manduca. – disse Márica.
- O melhor é levarmos o corpo para o laboratório, para a Filipa analisar. Ei... espera lá... Ela tem um pêlo encravado nos dentes. – disse Márica.
Houve uma leve pausa. Será que eram o que estavam a pensar?! Afinal podia tratar-se de uma prostituta. Mas tinha sete saias. E cheirava a peixe que tresandava. Hugo pediu a Fernando para ensacar o corpo enquanto eles faziam uma pausa para ir comer um cachorro. Depois, mais tarde, Fernando ia para o laboratório enquanto Rita, Márica e Hugo iam investigar o papel que a vítima tinha na mão. Era uma factura de pagamento, pertencente a Luísauto.
- Está aqui. – disse Fernando mandando o saco para cima da mesa, na morgue dos laboratórios e reparando que Filipa, a médica legista tinha um olho negro. – Anda apanhando do marido?!
- E se fôr?! – exclamou ela abrindo o saco.
- Tem de fazer quexa. – pestanejou ele. – Não pode trabalhar nessas condições.
- Eu estou bem.
- Fez quexa?
- Não, não fiz queixa. – disse ela despindo a peixeira. – Desampare-me a morgue.
- Mas tem de fazer quexa.
- Não vou fazer queixa. Sei defender-me muito bem. – disse Filipa irritada.
- Nota-se. Se não fez quexa, eu faço. – disse Fernando olhando para as mamocas da peixeira. – São duas...
- Você não fazer queixa de ninguém. Agora que finalmente temos trabalho, podia começar por investigar a identidade desta mulher.
- São duas... – disse Fernando. – Estranho.
- Claro que são duas. Nunca tinha visto nenhuma é?!
- Nenhuma já. Mas duas não. – constatou ele. – Há algo de errado nestas mamocas. Estão arrebitadas.
- Chama-se rigor mortis. – explicou Filipa, o porquê dos seios da senhora estarem rijas e arrebitadas.
- Rigor Mortis. – escreveu Fernando num bloco de notas. – Obrigado. ‘Té já.
- Dah...
- Ah! E vou levar esse pêlo que ela tem encravado na cremalheira para análise de nda nda am amnd dm na d...
- DNA. – corrigiu Filipa.
- Isso.
- Um pêlo?! . exclamou Filipa assustada. – Eu... Eu analiso!
- Não! É prova.
Filipa ficou a olhar para Fernando que abanou a cabeça e foi-se embora. Márica, Rita e Hugo, analisaram a factura e descobriram que pertencia a Luísa, e à sua oficina de Arranjos, concertos e reparações de Automóveis. Quando chegaram lá, ela estava toda suja de óleo e estava a beber a sua mini.
- Posso ser útil?! – exclamou Luísa com um leve arroto.
- Poder pode... Nós somos do departamento de investigação criminal de Peniche e viémos fazer-lhe umas perguntinhas. – disse Hugo mostrando a factura num saco de plástico. – Isto estava na mão da vítima quando a encontrámos. Como explica isto?
- Então... – disse Luísa apontando para a factura. – Aqui põe-se o arranjo em causa, aqui mete-se o custo e materiais, aqui enfia-se o total e aqui coloca-se a assinatura.
- Agora percebo o "arranjo, concertos e reparações". – disse Márica. – Não foi isso que perguntámos. Queremos saber se conhecia a vítima.
- Quem era a vítima? – perguntou Luísa.
- Ainda não sabemos, é isso que estamos a tentar descobrir. – disse Rita.
- Então se vocês não sabem, como é que querem que eu saiba? Por acaso tenho cara de quem trabalha... lá nisso que vocês trabalham?! – disse Luísa. – Aqui ao meu estabelecimento vêm cerca de cinquenta clientes por dia. Como é que querem que eu saiba quem é que veio aqui e morreu depois?! Não leio o obituário dos jornais, sou analfabeta.
- É analfabeta e preenche facturas?! – perguntou Hugo curioso.
- É do hábito. – disse Luísa encolhendo os ombros.
- Tome. – disse Márica dando-lhe um cotonete para a mão. – Precisamos de uma amostra de ADN sua para a ilibarmos.
- Sim. – disse Luísa que pegou naquilo e enfiou no ouvido, esfregou bem esfregado e depois devolveu à policia.
- Ahm... Era para pôr na boca. – explicou Márica.
- Não seja porca! – disse Luísa. – Eu quando era catraia tirava macacos do nariz e comia-os todos, mas agora sou crescida. Não vou enfiar um cotonete na boca depois de o ter enfiado no ouvido não é?! Tenho outros fétiches.
- Ahm... – disse Hugo. – Nós depois contactamo-la.
- Por causa dos meus fétiches?! – exclamou Luísa baralhada.
- Por causa da investigação. – disse Márica.
- Não lhe dei o meu número...
- Está na factura. – disse Rita abanando a cabeça.
De volta ao laboratório, Márica tinha revelado as fotografias da cena de crime, enquanto Fernando tentava identificar a vítima.
- Fernando! Queres ver as fotos da vítima que...
- Não. – disse ele compenetrado.
- Fogo, simpático... – disse Márica.
- Hum, aqui na interneti não consigo identificar a vítima. Scaniei uma foto que foi tirada na morgue e pedi ao computador para fazer uma procura de gajas com a mesma característica que ela. Mas até agora... Nada. – disse ele preocupado.
- Que programa é?
- Hi5. É exelente na procura de pessoas. Mas sem mais informações...
- Vamos procurar na busca avançada. Dá-me caracteristicas dela. – disse Márica olhando para o monitor.
- Hum... Então... Peixeira, sete saias, quarenta e cinco quilos. Fêmea... E as mamas dela são de silicone plástico. Filipa me disse que ela foi operada por um tal Rigor Mortis. – disse ele. – Deve ser cirurgião plástico.
- Espera lá! Temos aqui qualquer coisa. Uh... – disse Márica ao ver as fotos da peixeira. – Estranho. Chama-se Teresa Alexandrina. É da nazaré. E segundo ela "levanto as saias em troca de carregamento de dez euros de telemóvel".
- É melhor chamarmos a investigadora do CSI Nazaré para nos ajudar com esta investigação. – disse Márica. – Hum, espera lá... Está aqui um comentário da Luísa da oficina... "A próxima vex q me enfiares uma batata nu tubo de excape, vaix ver onde é q eu te carrego ox dex eurox, xua peixeira de um raio!!!". Bem, a linguagem está bem apurada...
- Será que isto foi um ajuste de contas?! – exclamou Fernando.
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INTERVALO
Ei! Não páres não podes perder o mundo das Chiquititas!
No mundo das Chiquititas há magia a dobrar, e os Cd’s vais ter de comprar...
Não fiques à espera do mundo das Chiquititaaaaaas!!!
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:::::::::No Ar: CSI: Péniche::::::::::
Naquela Tarde, Luísa foi levada para intorrogação. Fernando e Márica espalhavam calmamente as fotografias da peixeira morta, bem como fotografias mal impressas do Hi5 de Teresa Alexandrina. Luísa olhava para aquilo e perguntava-se o que raio queriam eles.
- Temos aqui a sua amostra de And... nda...man dma... – disse Fernando.
- ADN. – corrigiu Márica.
- Isso. E não é compatível. Quer contar-nos o que se passou? Como é que uma analfabeta deixa um comentário num Hi5 de uma peixeira?! – perguntou ele.
- O.k... – suspirou Luísa. – Eu não sou analfabeta. Essa Teresa foi á minha oficina a dizer que precisava de um motor para o barco do marido. Ela disse assim: "Melher, atã nã é que precise de motor pró mê meride? Ele vai pró mare e eu queria sabotar-lhe a pescaria". Eu olhei para a mulher e não percebi metade do que ela disse. Ela queria que eu arranjasse um motor sabotado para pôr no barco do marido, para ele se afogar em alto mar. Ameaçou que me matava e tudo.
- Você fez o que ela pediu?! – perguntou Márica.
- Claro que não. Posso ser muita coisa, mas não sou assassina. Eu dei-lhe o motor. Estava em perfeitas condições. E quando ela descobriu que o marido tinha voltado são e salvo para casa deve ter estalado os dedos e veio vingar-se. Meteu uma batata no meu tubo de escape. – explicou Luísa.
- É melhor falarmos com o marido. Ele pode ter descoberto, e ter morto a mulher. Bem, senhora Luísa, pode ir.
Luísa saiu e Fernando ficou a olhar para as fotos e para Márica. Havia algo que não batia certo. Tinham de examinar o barco do marido de Teresa Peixeira. Filipa, Hugo, Fernando, Rita e Márica, armaram-se com os seus kits de investigação criminal e dirigiram-se à Nazaré, onde encontraram Catarina, uma investigadora criminal.
- Eu trabahava como agente de Peixeiras. Elas tinham de me dar uma cota todos os meses daquilo que vendiam e eu tinha de lhes garantir a protecção policial, como isso começou a tornar-se uma seca, emigrei para fora e fui estudar csi para Las Veigas. E Hoje em dia sou directora adjunta e vice-principal do CSI: Nazaré. – explicou Catarina. - Foi por isso que eu estranhei a falta da Teresa. Depois logo a seguir telefonaram-me e eu já sabia que não podia esperar o melhor.
- Então, mas se já não trabalha no ramo, como é que ainda se lembra das peixeiras? – perguntou Rita intrigada.
- Eu já não trabalho com elas, mas elas conhecem-me e respeitam-me como se eu fosse uma delas. Uma espécie de José Castelo Branco no mercado do bulhão, entende... O barco do senhor Alfredo está ali na doca cinco. Vamos. – disse Catarina.
Quando chegaram ao pé do barco, o senhor Alfredo estava no deck, na marmelada com Marisa, uma peixeira. Aquilo era um bocado estranho. Levaram-nos para o centro de investigação criminal, assim como o motor seguiu para o laboratório. Rita fitava Marisa e Fernando retirava ADN da boca de Alfredo.
- Você é uma peixeira falsa não é?! – exclamou Catarina.
- Ora... claro que não! – exclamou Marisa ofendida.
- Então onde estão as suas saias?! – perguntou Catarina.
- Eu e o Alfredo estávamos na marmelada... Dah... – disse Marisa.
- Da?!
- Da? – perguntou Marisa.
- Você disse: "nós estávamos na marmelada da". Da quê?! – questionou Catarina.
- Eu acho que o AMD do pêlo que estava encravado na boca da peixeira é do marido. Mas ainda vamos ter de comprovar. – disse Fernando.
- Vocês mataram a mulher não foi? Para poderem estar juntos?! – disse Rita. – Uma vingança.
- Eu não vejo telenovelas. – disse Marisa.
- Claro que não. Isso é absurdo. Marisa já é minha amante há muito tempo. E Teresa sabia-o. Nunca disse nada, por isso deduzi que ela não se tenha importado com isso. – explicou Alfredo.
- Então e ela desapareceu e você não foi fazer queixa à policia... Que raio de marido é você? – perguntou Filipa.
- Eu voltei hoje de manhã da pescaria. Estive por lá uma semana. É lógico que não sabia. – disse Alfredo preocupado. – Mas olha que se foda... Sou viúvo.
- Ela é sua mulher... Era... Não tem pena?! – disse Fernando.
- Agora que me pergunta... Sim, tive pena de mim. Mas agora que encontrei a minha alma gémea... A minha Marizete... – disse ele.
No dia seguinte as coisas estavam ainda mais complicadas. As análises de ADN estavam quase prontas, porque as coisas eram feitas devagarinho, para não haver enganos. Apesar de Luísa dizer que o motor estava em perfeitas condições, este na verdade não estava. Luísa, Marisa e Alfredo foram chamados novamente.
- Eu vi. – disse Marisa. – A Teresa a pôr coisas para dentro do motor, e tentou atear fogo, mas acabou por queimar duas saias dela. Eu avisei o Alfredo e ele reparou o motor antes de ir para o mar.
- Estão aqui as análises do ADN . – disse Rita batendo à porta do escritório de Hugo.
- Dá-mas cá.

Hugo ficou a olhara para os exames. Aquilo era estranho. Havia algo que não batia certo. Ele dispensou os suspeitos, pois o pêlo que estava na boca de Teresa não era compativel com nenhum deles. Das duas uma: ou o caso não tinha solução, porque as provas não levaram a lado nenhum, ou os exames estavam errados. Ele chamou Rita.
- Sim?! – perguntou ela.
- Onde está a Filipa?! – perguntou Hugo.
- Assim que os exames ficaram prontos, a Filipa disse: "tenho que ir alí". E não a vi mais. – disse Rita.
- "Tinha que ir alí"?! Alí onde?! – exclamou Hugo.
- Sei lá... Tinha que ir alí...
- Mas alí pode ser mil e um sítios. – disse Hugo.
- O que ela na verdade queria dizer era que tinha de ir alí... Deve voltar não tarda. – disse Rita.
- Não volta não... – disse Hugo.
- Se sabe que ela saiu e que não volta, porque é que me está a perguntar por ela?! – exclamou Rita.
- Porque o ADN desconhecido do pêlo, é compatível com o ADN da Filipa. O pêlo é dela. – disse Hugo.
- E sabe isso porque... – disse Rita com uma careta.
- Cada ADN é único. Não há dois iguais. E eu decorei o vosso assim que entraram aqui dentro. Questões de segurança. – disse Hugo.
- Ninguém é capaz de decorar o ADN de ninguém! – disse Rita. – Isso é invasão de privacidade!
- Ora, não dramatizes. – disse Hugo ligando o intercomunicador geral. – O pêlo encravado nos dentes da peixeira é da Filipa. Vamos atrás dela.
- A Esta hora deve estar a milhas! – disse Rita.
- A milhas de "alí". – riu Hugo.
Mas Filipa não foi muito além do estacionamento do departamento de investigação criminal. Tudo porque quando Luísa foi ilibada, vingou-se pelo tempo que a fizeram perder alí, furando os pneus de todos os carros. Depois levaram Filipa para dentro e interrogaram-na mesmo "alí".
- Foste tu que mataste a pobre mulher e a cobriste de material dieléctrico? – perguntou Márica.
- Tens algum problema em dizer ‘merda’?! – perguntou Filipa furiosa.
- Ás vezes tenho. – disse Márica baralhada. – Temos de ter atenção ao que dizemos, e tu... Não estás a contar a verdade. Como é que um pêlo teu foi parar aos dentes da pobre senhora?
- Pobre o caraças! No dia em que eu a matei... Eu tinha ido à oficina da Luísa porque era dia de inspecção ao meu tubo de escape. A peixeira veio de lá furiosa e deu-me um encontrão à entrada que eu caí no chão. Então enchi-me de raiva e segui-a até ao carro. – contou Filipa. – Obriguei-a a pedir-me desculpa. Ela disse: "Olhe, nã me irrite ainda mais, dexe-me em paz!". Mas eu não fui capaz de controlar a raiva e começámos a lutar. Depois ela deu-me uma dentada no olho. Foi por isso que ela deve ter ficado com uma pestana minha encravada nos dentes. Vocês têm de perceber! Foi sem intenção.
- Nota-se. – disse Fernando. – Logo agora que tinha feito quexa de seu marido porque pensava que ele lhe tinha batido...
- Porque é que cobriste a pobre mulher com cócó de gaivota? – perguntou Rita.
- Vocês são mesmo burros... Depois de deixar o corpo da peixeira a derreter ao sol no descampado. Roubei o carro dela e mandei-o ao mar. Depois, para que ninguém desconfiasse voltei à oficina. Luísa não estava, portanto fui atendida por um reles mecânico que me disse: "Esta pintura está um bocado massacrada. O cócó das gaivotas é tão ácido que corrói até a tinta dos carros. Há que ter cuidado". – disse Filipa.
- Então voltaste ao local do crime e encheste a mulher de material... desculpem... de merda para o corpo se decompor mais depressa e não conseguirmos descobrir que foste tu?! – exclamou Márica.
- Sim. – disse Filipa.
- Então quer dizer que confessas tudo?! – gritou Márica desesperada.
- Então... Pensei que se conseguisse aldrabar tudo, que conseguia escapar. E que o crime ia compensar. – disse Filipa.
- E compensou. – disse Hugo. – Os teus colegas vão levar um aumento, por trauma. Como tiveste coragem?!
- Eu sou médica legista. – disse Filipa. – Mortos não é coisa do outro mundo sabes...
Fim
Produtor Executivo
JERRY ALZEIMER
Uuuhhhhhhhhhhhh ai uh uh uh uh
Uuuuuuuuuuuhhhhh ia... uh uh uh uh.....
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CSI: Peniche
Hugo Ribeiro
2007