Cereal Quiter

Sufoco o inimigo com uma maçaroca
Até ele me prostituir os sentimentos
Que sabe serem tão meus quanto
Dele, mas que não quer admitir
Que mais que ele, podemos ser nós
O que ele só não é capaz...



Caminho um passo à frente
Da escuridão que resvala
Passo atravéz de uma caixa
De cereais que a ex segura
Do ex que me alimentou a imaginação

Posso ser Hugo de mim, como
Posso ser o Hugo de ti, o Hugo
De Nós, como o Hugo que na noite
Sai para tentar perceber o que de
Dia não encontra na luz

Escrevo as palavras que desejo
Queimar para marcar a altura
Em que tudo acontece
Disponho os meus segredos ao
Vento que não quer fechar
As caixas de cereais...

De todos os que fui, de todos
Os que não fui, de todos
Os que ainda espero ser, sou
Todos sem ser um..

Espalho os cereais pelo
Chão e fico à espera de ouvir
Os meus próprios passos
Pisarem o que pela manhã
Parecia ser risonho e pela
Noite é um fantasma de mim..

Posso tentar cortar os pulsos
Do fantasma que caminha
Á minha frente apenas para me ver sangrar
Para me ver caminhar para fora
De uma caixa de cereais

Para conversar com o Hugo
Que fui, com o Hugo que fui,
Com o Hugo que era, que era
O Hugo que era, para tentar saber
Agora, que Hugo sou,

E Somos homens e mulheres
Mulheres dentro de homens
Homens dentro das mulheres
Dentro dos homens dentro
Das mulheres dentro de mulheres
Dentro de homens em caixas de cereais.


Hugo Ribeiro
THF - O Livro

3 comentários:

Anónimo disse...

e tu quantos heterónimos tens?
Devo confessar que os cereais me fizeram alguma confusão P***

Anónimo disse...

muito bem Hugo!
mais uma vez gostei bastante dakilo k li.
(olha a luisinha tb já comentou..lol)
boa continuação..
=)

Anónimo disse...

Sempre temos momentos destes... eu chamo-lhe estar na montanha dos horrores fantasmagóricos sem gravidade de sentimentos e de pensamentos(eu sei, nome bem comprido, mas nada pode definir isso em algo mais curto)... mas sempre paramos no fim da viagem e disse mos k valeu a pena mm k tenhamos ido ao grego. nessa montanha os picos sao a alegria, as baixas sao a duvida a increteza. passamos por camaras escuras e medonhas, onde quase trememos e medo de tudo, mas sempre chega a altura de sair do buraco e vicamos ate encandiados com a luz do sol. sabes akela sensaçao eskesita de imcomodo mas alivio ao mesmo tempo. passamos por trilhos onde o nosso corpo flui de uma tal maneira k parece k nao temos peso, é nessa altura k apetece por uma placa na loja a disser: volto já!(não sei bem quando). mas logo a seguir sentimos o peso do corpo a quintiplicar, como se a terra nos sugasse os dedos dos pés.
nesta montanha enjoase, teem se medo, alivio, ansiedade, revolta e todos os sentimentos demais, um coktail muito mix, k no fim temos k o engolir e digirir, para nao andar a toa o resto da noite...
hugo eu estou na saida a tua espera com o liquidificador! e talvez um pouco de azucar nas palavras para tirar o azedo da mistura.

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